19 Jan | Conferência Internacional | Que transição queremos? Transição Justa e Justiça Climática

Há uma enorme metamorfose a ocorrer no mundo. Um clima em convulsão a aproximar-se do colapso força até o sistema capitalista a mutações a contra-gosto. Os estados despejam em cima das empresas fósseis subsídios para garantir os lucros aos acionistas, sem exigir qualquer salvaguarda para quem trabalha na indústria ou sequer o nível de cortes necessário para impedir um aumento de temperatura acima dos 1.5ºC até 2100. Esta é a mutação que está a acontecer. Enquanto isso, os fósseis continuam a expandir-se em muitos territórios.

Em vários países, incluindo Portugal, infraestruturas encerram sem planeamento ou respostas concretas, sem integrar trabalhadores, sindicatos ou suas organizações. O plano é não haver plano, e entregar todas as decisões às empresas, com um papel quase mínimo do governo como distribuidores de apoios financeiros a acionistas, e nenhum papel aos trabalhadores.

Discutiremos as perspectivas de transição justa e empregos climáticos vistos a partir do Sul Global, as complementaridades e diferenças entre Transição Justa e Justiça Climática e, finalmente olharemos criticamente para encerramentos que já aconteceram em Portugal: da Central de Sines da EDP, da Refinaria de Matosinhos da Galp e da Central do Pego da TejoEnergia.

Casa da Imprensa – Associação Mutualista (Rua da Horta Seca, 20, 1200-221 Lisboa)

19 de Janeiro de 2022, quarta-feira

das 10h00 às 18h00

Programa:

10h30 – 12h00: Da Transição Justa à Justiça Climática em diferentes sectores (Saúde, Serviços Públicos, Extractivismo)

14h00-15h30: Transição Justa e Empregos Climáticos, visões do Sul Global

16h00-18h00: Sines, Pego and Matosinhos, que transição aconteceu?

Junta-te a nós!


International Conference | What Transition do we Want? Just Transition and Climate Justice

There is an enormous metamorphosis taking place in the world. A climate in convulsion approaching collapse is forcing even the capitalist system to mutate against its will. States dump subsidies on fossil fuel companies to guarantee profits to their shareholders, without demanding any safeguards for those who work in the industry or even the level of cuts needed to prevent a rise in temperature above 1.5ºC by 2100. This is the mutation that is happening. Meanwhile, fossils continue to expand in many territories.

In several countries, including Portugal, infrastructures close without planning or concrete answers, without integrating workers, unions or their organisations in any decision. The plan is to have no social plan, to hand over all decisions to companies, with an almost minimal role for the government as distributors of financial support to shareholders, and no role for workers.

We will discuss the transition plans of workers’ organisations vs the states, the complementarities and differences between Just Transition and Climate Justice and finally we will look critically at closures that have already happened in Portugal: of EDP’s Sines Power Station, Galp’s Matosinhos Refinery and TejoEnergia’s Pego Power Station.

Casa da Imprensa – Associação Mutualista (Rua da Horta Seca, 20, 1200-221 Lisbon)

19 Janeiro 2022, Wednesday

from 10h00 until 18h00

Program:

10h30 – 12h00: From Just Transition to Climate Justice in different sectors (Healthcare, Public Services, Extractivism)

Lunch

14h00-15h30: Just Transition and Climate Jobs, visions from the Global South

[Coffee break]

16h00-18h00: Sines, Pego and Matosinhos, what transition just happened?

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